17 de julho de 2017

Agora eu tenho o nada - ou tudo

Foto: tumblr
Saí de casa há alguns meses e finalmente me vi livre para pensar com minha própria cabeça, sob meus próprios anseios, estipular minhas próprias datas e sob minha própria tutoria decidir o que seria da minha vida daqui para frente.

Eu estava presa, sim, não conseguia me concentrar no que eu queria, e pelo jeito talvez nem soubesse o que eu queria. Passei três semanas, talvez mais, me sentindo terrível por não conseguir estudar para um concurso que eu estava focada desde o ano passado. Seria minha segunda tentativa e estava apreensiva, já que não entrei da outra vez porque tinha apenas quinze pessoas na minha frente. Quinze pessoas! Se eu passasse, iria para Minas Gerais, finalmente respirar o ar puro da liberdade.

Mas, vejam só, o ar puro chegou sem que eu precisasse passar nesse concurso. E o que seria de mim agora?

Achei que me debruçaria mais nos estudos para alcançar essa meta e quando me vi em paz, meu subconsciente ficou me dando petelecos constante de "isso não é o que você quer", "você só queria isso para sair de casa". Enfim, ouvi as mensagens e aceitei o fato: eu estava perdida.

Um pequeno redemoinho de emoções me tomaram. Queria me achar, me encontrar num lugar sereno para que eu pudesse fazer o que eu quisesse. O lugar sereno eu tinha, minha nova casa é cheia de serenidade e beleza cotidiana, faltava a atividade. Mas o que eu queria? A dúvida estava me corroendo. Nem sei se poderia ser considerado dúvida já que não havia alternativas, apenas seguir, vivendo, sentindo...

 No meio do caminho a vontade de escrever e ler voltaram. Estava dedicada a procurar o que me fazia bem e me jogar de cabeça. A liberdade me deu o alcance que eu não sabia que precisava para me conhecer, me ouvir, descobrir. Cada dia uma nova oportunidade para mudar tudo ~ou não. A escolha dos dias me pertence, na medida do possível. Principalmente em se tratando do meu bem-estar. Eu sou a maior responsável por ele e o que eu vou fazer com relação a isso?

Assim como quem está no fim do poço, o único caminho é subir, eu tenho o nada onde posso ter tudo. Às vezes estar perdido é só mais uma oportunidade que a vida te dá para você fazer diferente.

12 de julho de 2017

Maceió-AL fomos nós

Quem me acompanha pelo instagram já sabe que fui a Maceió semana passada pelos stories que postei todos os dias, desde a saída de casa, a estadia e a volta de lá. Pela fanpage também avisei sobre a viagem, mas não ficou sem conteúdo nem lá e nem aqui ~inclusive, obrigada pelos comentários no post anterior, fiquei bem feliz e não deixei de ler nem responder enquanto estava por lá <3

Fomos na terça passada (04/07), bem cedinho, o amigo do meu namorado veio nos buscar de lá. Na verdade, íamos de carona com um outro amigo que trabalha por lá porém ele adoeceu e só poderia ir dois dias depois e tava okay, mas Rômulo, pessoa bondosa que veio nos buscar, provavelmente ficou com medo que não fôssemos e veio de Maceió buscar a gente com os filhos pequenos dele ~o motivo seria que ele está lá há quinze anos e meu namorado nunca foi visitá-lo então dessa vez tinha que ir.

Viajamos de carro com ele e os filhos dele. Que viagem loonga, ou talvez nem tão longa assim ~duas horas de carro e três de ônibus~ mas não sei lidar com tantas horas dentro de um veículo. Se comer dá vontade de vomitar, se não comer é pior ainda. Era para eu ter comprado dramin mas a gente achou que ia viajar dois dias depois pelos motivos que falei ali em cima. 
Nesse momento o carro tinha quebrado mas graças ao bom Deus já tinha saído da br101 e entrado na br104 ~de Maceió~ e deu tempo de tirar essa fotinha do Gabriel num momento em que ele estava quieto.

Os dias foram bem de chuva mas esse menino lindo aí de cima entreteu as duas crianças o tempo inteiro: fizeram origami, assistiram desenho, etc. Esse momento ai da foto foi um dos segundinhos de sol que teve e aproveitamos para sair um pouco, brincar, jogar os aviõezinhos de papel e tirar foto, porque sim, né?
Os dois catiorinhos terrier que têm lá. O da esquerda, Max, é o mais amorzinho e enorme, parece um bebezão e só quer brincar o tempo inteiro. 
Esse lugar que achei lindo e aconchegante é o Cuca Louca, onde vendem sanduíches artesanais onde o hambúrguer e os molhos são feitos lá mesmo, o suco é da fruta e é tudo uma delícia, só senti falta de mais verdura no hambúrguer, não sei se é cultural mas preciso de tomate ~na vida~ no hambúrguer, gente, pode até faltar carne mas tomate é aquela coisa que mora no meu core. Postei até foto do que comi lá no stories do insta, só para terem uma noção da belezinha, quem viu, viu, quem não viu, perdeu.
No ultimo dia ainda fomos na Associação da Feirinha de Artesanato da Pajuçara e no Mirante (primeira foto do post), comprei essa bolsa da foto, vou mostrar ela melhor no insta depois, que tô usando quase que todos os dias mesmo e um carrinho para a filha dele. Nossa cara tá estranha, estamos esquisitos, minha perna tá finíssima mas foi a foto que deu pra pegar esse fundo.

Tirei mais fotos já com a ideia de postar aqui porém meu celular manchou muitas delas, algumas outras ainda vão aparecer no instagram, se quiser seguir será bem vindo ou bem vinda, é só clicar onde tá amarelo ou rolar até o final da página. Espero que tenha gostado e obrigada pela visita 

ps: perdoa as fotos borradas mas é o que existe de tecnologia por aqui por hoje, vai que depois melhora!

4 de julho de 2017

Alguns dos meus medos

Eu tenho alguns problemas com medos e quis dividir aqui com vocês pra saber se vocês passam pelas mesmas coisas e como resolvem, numa espécie de conversa mesmo, tô precisando conversar sobre esses medos, principalmente se você sente ou passa por algumas dessas coisas, por favor, grita nos comentários, precisamos conversar.

  • Paralisia do sono
Photograph: Petra Švajger e Petra Švajger
Eu sei que existe uma explicação psiquiatra pra isso mas experimenta colocar no google paralisia do sono gif pra você ver o que vai encontrar. Para quem não sabe o que é, a paralisia acontece quando o estágio REM do sono (o estágio máximo em que o corpo fica adormecido) é alcançado e isso pode ser na hora que for dormir ou na hora em que acordar, nesse momento da paralisia não dá pra se mexer e nem falar, algumas pessoas não conseguem nem abrir o olho, eu consigo. 

Têm muitos relatos sobre ver e ouvir coisas durante a paralisia (eu também já vi e ouvir e senti), mas especialistas dizem isso acontece porque o corpo está meio dormindo e meio acordado e a imaginação se confunde com a realidade. Se você passa por isso e está passando por algum estresse na sua vida, é bom procurar um médico. Uma vez fiquei tanto tempo parada que chorei de medo.

  • Espíritos/Exorcismo
Filme: O Exorcismo de Emily Rose
Enquanto eu procurava o gif menos assustador do filme, meu core ficou palpitando, pra você ter uma noção da coisa. Sempre tive medo de filmes e livros de terror, mas não qualquer terror, mas esse terror, que é baseado em fatos reais e mesmo que você seja aquela pessoa que diz "ah isso é besteira, eles podem dizer que qualquer filme é baseado em fatos reais", mas e quando a pessoa aqui escuta histórias na família sobre isso? Só tentei ler um livro com essa temática, Garota Submersa, e não cheguei nem na metade. Não dá, gente, desculpa, eu queria muito, tentei muito mas até hoje não deu.

  • Chegar na velhice insatisfeita comigo mesma
Filme: Perfume de Mulher
Imagina passar a vida inteirinha sem ter tornado realidade meus sonhos, sem ter conquistado tudo que eu queria, sem ter usado meu corpo ao máximo enquanto ele ainda estava inteiro, sadio e disposto, para exercícios, para escrever, etc. Às vezes me pego na neura pensando nisso mas tô tentando pensar menos e fazer mais, fazer listinhas do que tem pra fazer, até agora tá okay.

  • Não me encontrar 
Tenho medo de não me encontrar em nenhuma profissão, de não encontrar algo todos os dias pra fazer e que vai me render algum dinheiro. Eu adoro blogar, mas isso aqui é mais como um hobby, sem dinheiro ou com dinheiro vai acontecer(♥). Tô fazendo uma pesquisa de trabalhos manuais pra ver se encontro algum que me dê prazer ~e denaro~ que eu possa me encontrar.

Passa por algumas dessas coisas ou já passou? Fala comigo, tô precisando, mesmo <3

28 de junho de 2017

Um monstrinho para vencer todos os dias

Foto: tumblr
Antes de ontem à noite quando eu estava no computador ~novidade~ vi meu namorado deitado e com uma cara de bobo sorrindo, perguntei o que era e ele disse "eu tô rindo da velocidade do tempo". No mesmo minuto ele se sentou e ficou pensando na frase e repetindo-a várias vezes devagar, talvez para sentir o gostinho dela saindo da boca de novo, sentir seu efeito novamente, e novamente...

Eu não disse nada, era o momento de reflexão dele, ele estava viajando no cosmo dele e eu não gosto de atrapalhar a viagem de ninguém, mas, não vou negar, ele também me presentou com um momento de reflexão - e eu adoro esse tipo de presente que ele me dá de vez em quando. 

Os momentos passam sem que a gente perceba suas respectivas importâncias, geralmente só caímos na real um tempo depois, quando a poeira baixa e começamos a ver pelo olhar da "normalidade", do rotineiro. É aí que passamos a enxergar, fazemos questão de enxergar, o significado daquilo que já passou. Então encontramos o motivo, curtimos o processo e agradecemos pelo resultado, mesmo que ele não fosse o esperado antes do ocorrido. Proferimos aquela famosa frase que eu particularmente já disse tantas vezes "é, tinha que ser assim mesmo".

Às vezes ela é só uma forma de se contentar, de suprimir uma mágoa com o passado, mas deixa eu te contar uma coisa: tinha que ser assim mesmo!

Se gostamos da experiência, será uma boa memória pra contar por aí; se não gostamos, teremos um aprendizado a mais pra guardar no nosso core. Vai por mim, se seu core não guardar, a memória guarda, a minha péssima memória é um exemplo, ela sabe bem guardar o sentimento do não feito. Um fato ocorrido, bom ou ruim, feliz ou triste, colaborou para construir a pessoa que você é hoje, por isso, se você guarda mágoa de um acontecido, o amor próprio fica mais difícil de ser alcançado.

Anime: Leina Stol in Wolf Sword Legend
Então para começo de conversa, vamos começar a nos perdoar. Sim, eu sei que é difícil, por isso me incluí na frase, também preciso fazer esse exercício. E não é algo que vai acontecer de uma hora pra outra, começa devagarzinho. Vai se permitindo olhar pra trás e sentir aos poucos o que machuca, vai doer um pouco, eu sei, mas tamo junta nessa ~e outras~, dá a mão para seguir firme que a recompensa é pra se agradecer de pé.

Esse monstrinho que a gente criou precisa ser enfrentado o quanto antes para que o nosso eu, o qual merece toda essa atenção desperdiçada, evolua e se conheça no fim das contas, já que esse monstrinho é como uma trava na nossa liberdade em busca do auto-conhecimento e, do já mencionado honradamente, amor próprio.

Vamos nos perdoar, nos conhecer, rir da velocidade do tempo...
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